sexta-feira, 4 de novembro de 2016

#USEMADEIRA [1]–Coberturas Curvas : Soluções em Madeira

Estamos lançando uma campanha para o incentivo do uso da madeira chamada #USEMADEIRA. É uma série de vídeos explicando como utilizamos a madeira em nossas obras, mostrando como foram feitos os projetos, os cálculos, a produção, a pré-fabricação, a montagem e a finalização de algumas de nossas obras. E claro vamos mostrar como utilizamos a madeira certa no lugar certo!

A hashtag (#USEMADEIRA) será utilizada a partir de agora em todas as nossas postagens relacionadas à essa série, encorajando vocês a utilizarem madeira em suas obras.

Acreditamos que com a divulgação da informação, vocês tenham mais segurança em especificar madeira em suas construções!

A #USEMADEIRA é uma parceria entre a Carpintería Estruturas de Madeira, Rewood, MADO Janelas & Portas, rothoblaas e Zanchet Madeiras, porém estamos abertos à quem quiser participar, desde que faça um bom trabalho com a madeira, claro!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Fissuras e Trincas em Estruturas de Madeira

MADEIRA
A resistência da madeira, baixo peso e baixo consumo energético são propriedades essenciais. Ela é capaz de suportar sobrecargas de curta duração sem efeitos deletérios. Contrário à crença popular, grandes peças de madeira têm boa resistência ao fogo e melhor que outros materiais em condições severas de exposição ao fogo. Do ponto de vista econômico, a madeira é competitiva com outros materiais com base em custos iniciais e apresenta vantagens quando comparada ao custo a longo prazo.

A idéia equivocada de que a madeira possui uma pequena vida útil tem negligenciado o uso como material de construção. Embora a madeira seja susceptível ao apodrecimento e ataque de insetos sob algumas condições, é um material muito durável quando utilizado com tecnologia e tratamento químico, pois pode ser efetivamente protegido contra deterioração por período de 50 anos ou mais. Além disso, a madeira tratada com preservativos requer pouca manutenção e pintura.

MADEIRA LAMINADA COLADA
Madeira Laminada Colada (MLC) é um produto engenheirado de madeira que é utilizado em uma variedade de aplicações na construção civil, entre elas vigas, colunas e treliças. Comercialmente em suas aplicações na construção de casas as vigas de madeira laminada colada são muitas vezes escolhidas devido a sua beleza em projetos onde o material fica exposto, como vigas de vãos grandes e arcos. Como os membros de MLC são tão visíveis nestes projetos, características de secagem, tipicamente conhecidas como rachas, rachaduras ou trincas são mais perceptíveis e podem aumentar a preocupação do proprietário.

ANATOMIA DA MADEIRA LAMINADA COLADA
A MLC é composta de peças individuais de dimensões de madeira serrada, ou lamelas. Estas peças são montadas em conjunto para produzir grandes comprimentos que são, então, ligados com adesivos para criar as dimensões desejadas. Laminações individuais tipicamente podem varias de 1 cm a 5 cm de espessura, embora possam ser utilizadas outras espessuras. Esses elementos são fabricados com as lamelas mais bem classificadas na parte inferior e superior da viga, onde a tração máxima e compressão ocorrem.

Devido à sua composição, os grandes elementos de madeira laminada colada podem ser fabricados de pequenas árvores. Com a MLC, construtores e proprietários pode apreciar a força e a versatilidade de grandes membros de madeira sem depender de arvores de grande porte.
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O QUE É TRINCA?

Trinca, a separação da continuação das fibras de madeira, é uma consequência natural do processo de secagem da madeira. As fibras exteriores perdem a umidade para a atmosfera e encolhem, mas no interior do elemento a madeira perde humidade a uma velocidade muito mais lenta. As diferentes taxas de perda de umidade pode causar a trinca. Uma rápida secagem aumenta o diferencial de umidade entre o interior e exterior das fibras e, portanto, aumenta a propensão para trincas da madeira. O processo de trincas vai se estabiliza quando o teor de umidade do membro atinge o equilíbrio com o meio ambiente.

A Madeira laminada colada, normalmente tem menos e menores trincas do que a madeira serrada uma vez que as lâminas foram secas individualmente na utilização para a fabricação de MLC. A MLC tem uma umidade média de 12 por cento no momento da fabricação, que é relativamente perto do teor de umidade de equilíbrio. Este teor de umidade inferior é uma de suas vantagens comparada com a madeira serrada, os quais são tipicamente fornecidos a um maior teor de umidade.

COMO IDENTIFICAR UMA TRINCA?
As trincas são aberturas que ocorrem paralelamente ao grão natural das laminações, eles mostram a fibra de madeira separadas.

Defeitos de secagem, conforme mostrado na Figura, são comumente encontrados perto da linha de cola da MLC e frequentemente aparecem ao longo da primeira linha de cola, onde a quantidade de superfície exposta pela laminação mais exterior e as tensões de secagem diferenciais são maiores.

Os defeitos de secagem não devem ser confundidos com delaminação. Em delaminação, aberturas são separações entre as lâminas na linha de cola, não a fibra de madeira. Delaminação ocorre quando o vínculo de cola não é adequada para resistir ao ciclo de umidade. Com a delaminação, as superfícies das lâminas na abertura são suave e muitas vezes revelam a cor do adesivo usado. A delaminação é altamente improvável em membros de madeira laminada colada, porque eles são fabricados com adesivos a prova d’agua e os procedimentos são rigorosamente controlados.
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AS TRINCAS AFETAM SIGNIFICATIVAMENTE A RESISTÊNCIA DA MLC?

Os proprietários de edifícios geralmente perguntam: “As trincas podem afetar significativamente a resistência de madeira laminada colada”? Em primeiro lugar, a forma de como o elemento estrutural está sendo usado deve ser considerado em avaliar o efeito dos controlos de resistência.

Para uma coluna de madeira laminada colada, a única vez que uma trinca torna-se uma preocupação estrutural é quando ela se desenvolve ao longo do seu comprimento. Neste caso, não muito comum, a proporção de comprimento/profundidade (ou L / d) utilizado na concepção de colunas ira mudar, e a capacidade estrutural resultante da coluna deve ser confirmado por um profissional de estruturas qualificado. Uma verificação parcial, como se mostra na Figura a seguir, não é uma preocupação estrutural.
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Em flexão membros (vigas, caibros, vigas, etc), as trincas são comumente observadas na face da laminação inferior, no lado dos membros, e na extremidade dos membros.
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COMO AVALIAR SE AS TRINCAS SÃO OU NÃO ESTRUTURAIS?
Segundo a APA – The Engineered Wood Association – USA, as trincas podem ser avaliadas da seguinte forma:

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COMO TRINCAS PODEM SER PREVENIDAS?

Mesmo que as trincas não sejam uma preocupação para a maioria das aplicações estruturais de MLC, elas podem prejudicar o aspecto visual do laminado colado. Quando possível a MLC deve ser protegidos contra condições de temperatura extremas e humidade durante o transporte, o armazenamento e a instalação. As boas práticas de armazenamento e instalação que minimizem a exposição direta aos elementos irá minimizar o grau de trincas. Durante e após a instalação, é importante que os elementos de MLC não sejam expostos ao movimento rápido de ar ou de aquecimento, tais como fontes concentradas de fornalha ou ar condicionado, saídas de ar do aquecedor ou aquecimento do local de trabalho.

Quando o ambiente está fechado, as vigas poderão se ajustar lentamente até à temperatura ambiente e humidade do edifício, evitando rápida redução da humidade e / ou exposição a elevadas temperaturas. A menos que haja mudanças significativas de temperatura e umidade do ambiente, trincas adicionais geralmente não irão ocorrer após o primeiro ciclo sazonal completo de condicionamento do meio ambiente.

Acabamentos aplicados no local, tais como stains semi-transparentes, stains de cores sólidas ou tintas à base de látex, também pode ajudar a reduzir as trincas,retardando o movimento de humidade para dentro e fora da madeira.

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COMO REPARAR UMA ESTRUTURA AVALIADA COM TRINCA ESTRUTURAL
Os parafusos auto-atarraxantes, como a maioria dos pinos metálicos, são resistentes a carregamentos axiais e à força lateral. Eles são vantajosos nas ligações em que o comprimento necessário do parafuso passante é muito grande ou quando o acesso a um lado da ligação é restrito. Eles também são menos agressivos às peças de madeira, pois são inseridos de apenas um lado da ligação, ficando a ponta sempre embutida na peça.

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Esses parafusos são, normalmente, inseridos na madeira sem pré-furação e são utilizados para resistir a esforços axiais. Eles estão sendo muito utilizados em estudos em vários países e têm demonstrado a elevada eficiência de ligações neste sistema. Este modelo de parafuso é geralmente utilizado para fixar peças mais robustas e também pode ser utilizados para reforço de vigas, neste caso evitar a delaminação.

CARLITO CALIL NETO - REWOOD
E-MAIL: CALILNETO@BRAREWOODS.COM.BR

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Madeira preservada – Os impactos ambientais

autoclave-tratar-eucalipto

(MATÉRIA DE NOVEMBRO DE 2006/PORTAL REMADE)

Embora sejam inúmeras as vantagens e as opções de utilização, a madeira apresenta algumas desvantagens, como degradação por radiação e produtos químicos, além da biodegradação. O fogo, calor, umidade, poluição, efeitos climáticos, presença de substâncias muito ácidas ou muito básicas, atrito com outros materiais e os agentes biológicos podem degradar a madeira. Os agentes biológicos, sem dúvida, são considerados os de maior importância. No ambiente terrestre, os fungos, as bactérias e os insetos são os principais agentes biológicos que destroem a madeira; no ambiente marinho, destacam-se os moluscos e os crustáceos.

Para impedir ou atenuar a deterioração da madeira, citam-se, basicamente, três medidas a serem tomadas:

-Utilizar madeiras de elevada resistência natural aos agentes biológicos, físicos e químicos.
-Introduzir alterações químicas permanentes na estrutura dos componentes da madeira.
-Incorporar substâncias à madeira que lhe confiram maior resistência, como preservativos, ignífugos e acabamentos superficiais;

Sem dúvida, a terceira medida é a mais utilizada em todo o mundo pelas facilidades, tecnologias disponíveis e pelos resultados obtidos. O tempo de vida útil da madeira tratada dependerá fundamentalmente da interação entre as características da própria madeira e das condições locais onde a madeira será utilizada. Quando se fala em preservação da madeira entram em cena três elementos importantes, que devem estar perfeitamente sintonizados: as propriedades da madeira, a natureza do produto utilizado e o método de aplicação utilizado. Preservar a madeira é, portanto, assegurar que ela tenha resistência que ela não teria naturalmente, tornando-a tão duradoura quanto possível.

Jamais um produto químico conseguirá reunir todas as propriedades desejáveis para um bom preservante de madeira. Os preservantes hidrossolúveis são os mais utilizados e constituídos de sais metálicos e incluem na sua formulação várias substâncias químicas, como arsênio, cromo, cobre, boro, zinco e flúor. Em geral, os sais contêm mais de uma substância química na sua formulação, com várias finalidades:

. Melhor fixação do produto, por reagirem quimicamente com os componentes da madeira.
. Redução dos efeitos corrosivos sobre metais.
. Proteção da madeira contra um maior número de agentes xilófagos.

Tratamento Industrial da Madeira

Os processos industriais de tratamento da madeira apresentam algumas vantagens em relação aos processos caseiros ou feitos à pressão atmosférica: maior produção e uniformidade, maior facilidade no controle de qualidade, maior segurança, maior retorno de capital, maior controle ambiental, maior rigor no cumprimento da legislação, maior controle fiscal, maior geração de impostos e divisas etc. Em compensação, os processos industriais requerem maiores investimentos, maior formação profissional dos administradores e funcionários, maior área operacional, maior quantidade de madeira disponível, maior conhecimento de mercado, com pontos de distribuição e profissionais de venda etc.

Atualmente, a usina tem incorporado em seu projeto novos melhoramentos advindos da engenharia mecânica, eletrônica e química, que facilitam a operação e que são, cada vez mais, disponíveis no mercado, a preços acessíveis. Além da usina em si, o arranjo e o grau de mecanização do pátio de secagem e estocagem tem uma influência considerável no sucesso do empreendimento, além dos aspectos de logística, que envolvem a colheita, o processamento e o transporte da madeira, desde as áreas de produção até o pátio. Custos, eficiência e controle de estoque devem ser compatibilizados e são elementos que um administrador não pode perder de vista.

Grande parte das atividades realizadas numa usina de preservação é executada nos pátios; sua organização e disposição deverão apresentar um fluxo contínuo, sm cruzamento de atividades, garantindo eficiência, ganho de tempo, economia, produtividade e segurança. O arranjo físico da área industrial prevê espaços para a área administrativa, área operacional (armazenamento, tratamento, expedição), área de circulação e área social.

Os produtos utilizados exigem cuidados na preparação, dosagem e controle de vazamentos. As usinas mais modernas têm maior controle de qualidade e redobram os cuidados em relação à proteção do meio ambiente; no entanto, é importante salientar a necessidade de rigoroso controle na integridade e no destino final das embalagens, na destinação final dos resíduos e observância na deposição de respingos de solução remanescente das peças tratadas, que podem contaminar o solo e os cursos d’água.

CCA em Questão

Arseniato de cobre cromatado – CCA - O arseniato de cobre cromatado (CCA), também conhecido como Celcure, é o preservativo hidrossolúvel mais utilizado em todo o mundo, com uma tradição de uso que remonta há mais de setenta anos. Quando aplicado à madeira, em tratamento sob pressão, o cromo provoca a precipitação de grande quantidade de cobre e arsênio e reage com a madeira, tornando os produtos praticamente insolúveis. A reação de fixação desencadeada pelo cromo deixa o arsênio, como agente inseticida, e o cobre, como agente fungicida, totalmente aderidos às estruturas celulares.

O CCA é largamente utilizado no tratamento de madeiras que permanecem em contato com o solo e é muito eficiente na proteção de madeiras contra insetos (cupins e brocas), fungos apodrecedores e perfuradores marinhos. As madeiras a serem preservadas deverão ser previamente descascadas e secas, já dimensionadas e preparadas para seu uso final. Após o tratamento preservativo, as peças devem ser armazenadas por duas a três semanas, para a fixação dos ingredientes ativos.

O produto mantém inalterada a condutividade elétrica da madeira, fator de grande importância para postes e redes de energia elétrica, bem como dormentes para ferrovia; não altera a combustibilidade da madeira, como não aumenta a corrosividade a metais utilizados em contato; não deixa resíduos em sua superfície, não exala vapores e odores, bem como os acabamentos de superfície apresentam uma durabilidade comprovadamente maior que os aplicados sem tratamento.

Dentre todos os processos e produtos utilizados até o momento, considera-se como mais efetivo o tratamento da madeira com a impregnação com ciclos de vácuo e pressão, utilizando o sal preservante CCA. A madeira preservada com pressão com CCA é uma opção ecologicamente responsável para elementos de construção; quando processada corretamente e utilizada de acordo com as recomendações técnicas, as peças tratadas são limpas, inodoras e seguras para serem utilizadas numa ampla variedade de aplicações.

Por apresentar arsênio e cromo na sua composição, o uso dos sais CCA tem gerado questionamentos e dúvidas, por acarretarem certos perigos para o meio ambiente. Esta preocupação é procedente e está relacionada à conhecida toxicidade que possuem. O cromo é metal pesado e o arsênio é perigoso em todos os sentidos. O CCA é classificado como extremamente tóxico (classe I). O foco da discussão está na possível dispersão do arsênio para o ambiente pela madeira, antes da completa fixação dos ingredientes ativos, pela inevitável emissão em serviço e, mais recentemente, pela disposição dos resíduos. A imprensa americana tem levantado contínuos questionamentos sobre o uso dos sais de CCA na madeira tratada, principalmente devido à presença do arsênio. Manifestações públicas e regulamentações têm restringido o uso de CCA em vários países como Japão, Indonésia, Suécia, Dinamarca e Alemanha.

Nos Estados Unidos, a Environmental Protection Agency – EPA - anunciou, em 2003, uma decisão voluntária das indústrias para cessar a produção de madeira tratada com CCA em uso residencial, ou seja, para playgrounds, decks e cercas de casas; não surgiram, entretanto, limitações de uso do produto para as utilidades rurais e industriais, como postes, mourões e dormentes. A EPA concluiu, ainda, que as madeiras tratadas com CCA, em uso nas residências ou estocadas em lojas, não representam riscos para o público, não sendo necessária a remoção e substituição desta madeira, inclusive para decks e playgrounds.

Na União Européia, países de vanguarda ambiental, como Suécia e Dinamarca, já proibiram o uso do arsênio e restringiram, a partir de 2004, o uso de madeira tratada com preservantes baseados em cromo e cobre, em algumas aplicações especiais, como uso doméstico; o cromo e o cobre não sofreram restrições para uso industrial e comercial. A EPA considera a madeira tratada com CCA como segura quando utilizada para os propósitos determinados.

Sem dúvida, as pesquisas têm demonstrado que ambas as substâncias químicas (cobre e arsênio) estão fortemente ligadas à madeira por efeito do cromo, que atua como elemento fixador, minimizando o perigo de contaminação ambiental em condições normais de utilização da madeira tratada; em ambientes marinhos, não foi constatada nenhuma condição de lixiviação ou qualquer alteração do ambiente aquático.

O debate entre os pesquisadores e alguns ambientalistas, que pressionam para eliminar o preservante CCA do mercado, pelos seus efeitos ao ambiente e à saúde humana, se baseia em evidências científicas de alguns e, principalmente, nas especulações de outros. Esta preocupação é compreensível quando se considera que a madeira tratada vai estar em contato físico com os seres humanos, como é o caso da madeira utilizada em instalações de pátios, coberturas, comedouros de animais, ambientes internos de residências e play-grounds. Como são as crianças que tocam as superfícies e levam freqüentemente as mãos à boca, considera-se que as crianças estejam mais sujeitas ao perigo.

Apesar de a considerável publicidade difundida sobre o risco que a madeira tratada com CCA poderia apresentar, a comunidade médica americana, até o momento não encontrou qualquer relação direta entre a exposição ocasional ao CCA e alguma enfermidade. Foram realizados vários estudos tentando-se correlacionar a incidência de câncer na espécie humana e o contato com a madeira tratada e não se encontrou qualquer evidência. Ainda que o arsênio seja venenoso em doses altas e muito concentradas, as quantidades presentes na madeira tratada com CCA são mil vezes menores que a dose mortal; para que uma pessoa sofra dos efeitos dos compostos presentes na madeira tratada teria que ingerir diariamente mais de uma colherada de madeira tratada com sais CCA e os efeitos seriam verificados somente a partir de uns trinta anos. Os outros dois elementos presentes no CCA, cobre e cromo, são relativamente menos tóxicos aos seres humanos.

o Brasil, não se conhecem restrições para o uso da madeira tratada com os sais CCA, semelhantes às encontrados nos Estados Unidos e na União Européia.

É conveniente salientar que a madeira preservada não solta produtos ou vapores tóxicos se for lavada ou aquecida, mas pode se tornar tóxica quando, inadvertidamente, for consumida por via direta ou indireta. Algumas recomendações são importantes:

-Não usar madeira tratada em nenhuma circunstância onde partículas de madeira possam tornar-se componentes da comida ou ração animal, como tábuas de cortar carne, talheres de madeira, palitos, cochos para animais, tonéis, revestimento interno de solos.
-Não queimar a madeira tratada em churrasqueiras, lareiras, fornos de comida ou aquecedores residenciais. Quando queimada, a madeira tratada pode desprender produtos tóxicos na fumaça e nas cinzas. Nunca deixar que os tocos ou restos de madeira tratada sejam aproveitados naquele churrasquinho de final de semana ou de final de obra.
-Madeira tratada pode ser utilizada em ambientes internos de residências desde que toda a serragem e fiapos de madeira sejam limpos após o acabamento da peça.
-Evitar inalação freqüente ou prolongada de poeira de madeira tratada. Usar máscaras quando lixar ou serrar as peças de madeira.
-Após o trabalho com madeira tratada, sempre lavar bem as mãos e o rosto quando comer, beber ou fumar.

Madeira Preservada no Brasil

Na América Latina, os países que mais utilizam a madeira tratada são o Brasil e Chile; destaca-se o Brasil como o maior consumidor de madeira tratada, com quase 700 mil metros cúbicos, dos quais a grande maioria é tratada com sais CCA.

Segundo estimativas, existiam mais de duzentas usinas de preservação funcionando no Brasil, em 2005. A produção anual de madeira tratada no Brasil foi de cerca de 685 mil metros cúbicos, sendo que 62 % para a produção de moirões, 30 % para postes, 5 % para dormentes e, apenas, 3 % para a construção civil. Tais valores são muito pequenos quando comparados com os Estados Unidos que estimam sua produção anual em 15 milhões de metros cúbicos, concentrando mais de 70% da produção na construção civil. No Brasil, o setor de construção civil ainda não se despertou pra esta importante matéria-prima, afetado pela falta de cultura na utilização deste material e pela ausência de normas técnicas.

Num levantamento realizado recentemente sobre o setor de preservação de madeiras no Brasil, verificaram-se algumas tendências:

-As regiões Sul e, principalmente, a Sudeste são as que mais produzem madeira tratada (90,4%). O eucalipto foi a espécie mais utilizada no tratamento de madeiras (93,5%), seguido do pinus (6,5 %). O volume de madeira tratada mostrou que os moirões representavam 62 % , seguidos dos postes com 30 %; dormentes, com 5% e peças serradas com 3 %.
-Nas usinas de preservação, o arseniato de cobre cromatado (CCA) representou 80 % do volume utilizado; o CCB (preservativo a base de cobre cromo e boro), o lindane e o tribromofenato de sódio, representaram apenas 15,0%; o óleo creosoto, 5,0 % . O método de tratamento mais utilizado foi o sob pressão em autoclave (84 %); o restante da madeira foi tratada por imersão (pré-tratamento de madeiras recém-serradas) e por adição na cola (fabricação de painéis de madeira).
-No caso de painéis de madeira, o tratamento realizado é a adição de inseticida na cola (resina), sendo utilizados os produtos preservantes, lindane, cipermetrina, deltametrina e ciflutrin. Estima-se que 25% do volume total de painéis compensados produzidos recebam este tipo de tratamento.

Os produtos preservativos CCB (cromo, cobre e boro) e óleo creosoto também são classificados como extremamente tóxicos (classe I). Não existem muitas informações sobre o CCB em relação aos aspectos ambientais e à disposição de resíduos na madeira tratada. No caso do óleo creosoto, de modo geral, não é recomendado o seu uso em residências, peças para recreação e usos urbanos, mas é permitido para usos industriais, como dormentes e postes.

De modo geral, a indústria de preservação é considerada consciente sobre os aspectos de segurança e higiene dos trabalhadores e usuários, além dos riscos ambientais de seus processos produtivos, considerados mínimos por se tratarem de processos fechados. Observam-se, no entanto, um rigor excessivo e uma severidade da legislação observada na maioria dos países, além de pressões ambientais impostas à indústria de madeira preservada. Tais fatores acarretam uma elevação dos custos, ameaçando a competitividade do setor com produtos alternativos, como ferro, cimento, plástico, embora estes sejam muito mais restritivos dos pontos de vista estratégico e ambiental.

A tendência mundial em preservantes de madeira é a incessante busca de produtos que sejam eficientes na proteção da madeira, mas cuja emissão de elementos tóxicos para o meio ambiente seja minimizada. Atualmente, as pesquisas têm procurado sucedâneos e alternativos para o arsênio e o cromo.

Em síntese, podem ser citados os produtos difusíveis (boratos), os compostos à base de cobre, como quaternários de amônio (ACQ), possível substituto do CCA, as isotiazolonas, os complexos amina-cobre, os produtos à base de outros metais (Zn, Al e Zr) e sistemas livres de metais, como emulsões de piretróides e isotiazolonas. No Brasil, observa-se, como tendência, o uso de piretróides (cipermetrina, deltametrina e permetrina) e de triazol. Estão na fase de desenvolvimento e registro, os produtos difusíveis (boro e flúor), o ACQ e outras moléculas inseticidas, como pirazol e nicotinóide.

Vale ressaltar que, atualmente, não consta o princípio ativo heptacloro na lista de produtos devidamente registrados no IBAMA para tratamento de madeiras. Esta postura está em sintonia com uma tendência mundial de redução do uso de produtos organoclorados.

Legislação E Normalização

A legislação atual pertinente à preservação de madeiras está em sintonia com as leis internacionais, destacando-se a Portaria Interministerial nº 292 de 28/04/89 e a Instrução Normativa nº 5 de 20/10/92. A Portaria em questão exige que as firmas fornecedoras de produtos preservantes e as usinas de preservação de madeira sejam registradas no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, além de regulamentar toda a produção de preservantes e a madeira preservada, evitando-se os possíveis riscos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. O IBAMA é o órgão controlador e fiscalizador pelo cumprimento da Portaria e das atividades das indústrias e usinas.

Em 2002, o IBAMA e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, no uso das suas atribuições, criaram uma Instrução Normativa Conjunta que se destina a disciplinar as atividades que envolvam produtos químicos preservativos de madeira, bem como a sua importação, produção, comercialização, utilização e destinação final de suas embalagens – uma nova sistemática integrada para disciplinar os procedimentos a serem observados quando do cumprimento do estabelecido na Portaria Interministerial nº 292, de 20 de outubro de 1989. Esta nova Instrução Normativa deverá ainda ser implementada, envolvendo a participação da Associação Brasileira de Preservação de Madeira (ABPM) na leitura crítica e apresentação de sugestões para melhoria do setor. Vale ressaltar a obrigatoriedade de todas as empresas estatais, para-estatais ou privadas a utilizar peças ou estruturas de madeira preservadas quando usadas em contato direto com o solo ou sob condições que contribuam para a diminuição de sua vida útil.

No Brasil, as normas (***VER NOTA NO RODAPÉ***) disponíveis sobre o assunto não contemplam o uso da madeira preservada na construção civil. As únicas normas do setor referem-se apenas à produção de postes de eucalipto preservado, moirões de eucalipto preservado, dormentes ferroviários e carretéis de madeira para fios e cordoalhas. Nos Estados Unidos, existem 46 normas envolvendo produtos preservantes, componentes de madeira e seus derivados para diferentes empregos na construção de edificações, além de procedimentos de inspeção e métodos de ensaio.

Texto do Prof. José de Castro Silva
Departamento de Engenharia Florestal
Universidade Federal de Viçosa - Minas Gerais
E.mail: jcastro@ufv.br

*** NOTA DO ENG. ALAN DIAS***

Em 2013 foram aprovadas na ABNT e na ABPM as normas de Preservação de Madeira vigentes no Brasil, finalmente!

Vocês podem encontrá-las aqui : http://www.abpm.com.br/normastecnicas

Vamos usar madeira tratada, sim! De acordo com sua classe e categoria de uso, claro!

Um grande Abraço!
Eng. Alan Dias

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Furos e Cortes em Vigas de Madeira

Furos e Cortes em Vigas de Madeira

Sempre me perguntam se posso "furar" ou "cortar" as vigas de madeira pra passar tubulações ou conduítes. Fiz aqui um desenho resumindo onde se pode cortar ou não as vigas de madeira.
Óbvio que é melhor não cortar ou furar, né? Mas se precisar aqui está um desenho prático!
Para furos mais complexos, com reforços de barras/parafusos ou chapas metálicas, converse com seu engenheiro, ou seja ME PERGUNTEM ANTES DE FURAR, hahahaha
Abraços!
Eng. Alan Dias

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Encaixes Japoneses Parte 2 – Emendas

Apenas algumas fotos e videos de encaixes que achei pela internet!

Divirtam-se!

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Tabela de Pré Dimensionamento de Arcos em Madeira

Caros amigos, disponibilizei em nosso site uma tabela de pré-dimensionamento de Arcos em Madeira pra auxiliá-los nos desenhos corretos das estruturas em madeira!

Abaixo um vídeo explicativo :

No site : CARPINTERIA ESTRUTURAS DE MADEIRA

Entre na seção MIDIA – DOWNLOADS

Divirtam-se!

Eng. Alan Dias

segunda-feira, 4 de abril de 2016

A madeira é ideal para construções bioclimáticas

Naturalmente isolante e aberta à criatividade arquitetônica, a madeira constitui um recurso de grande valor agregado para as edificações.

As vantagens da madeira na construção de habitações:

Há pouco mais de cinco anos, somente os apaixonados pela madeira optavam por esse material, ou aqueles que queriam diferenciar-se do habitual. Hoje, a madeira não é mais a escolha refinada de uma elite.

A população está motivada, porque a madeira torna-se uma verdadeira solução aos olhos de todos. O primeiro argumento é o ecológico:

  • Os canteiros das obras em madeira consomem pouca energia, e principalmente as fósseis.
  • Utilizam pouca água, apenas para as fundações.
  • Não geram perdas de materiais ou descartes poluidores.

Do lado estético, a madeira permite quase todas as formas desejadas. Além disso, ela pode ser fabricada industrialmente e os elementos construtivos montados diretamente no canteiro de obra. Permitindo trabalhos bem mais rápidos e menos onerosos do que as construções em alvenaria convencional.

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A madeira na construção bioclimática.

É o material ideal para esse tipo de edificação. Primeiramente, porque possui propriedades isolantes naturais; perfeitas para compor o envelope da construção. Além do mais, as construções em madeira são isentas de pontes térmicas, porque não apresentam falhas de isolação.

Características de uma residência bioclimática, em madeira.

Construir uma habitação bioclimática consiste, principalmente em:

  • Aproveitar ao máximo as energias naturais.
  • Otimizar a organização e a orientação dos diversos ambientes do edifício.

Proporcionar aos recintos, maior aproveitamento da luz e calor do Sol, evitando gastos desnecessários com outras fontes de energia.

Um novo conceito de construção civil.

É oportuno repensar os materiais de arquitetura, criticamente; Arquitetos, engenheiros, construtores e usuários, devem trabalhar de mãos dadas, na busca das melhores performances possíveis.

Seria oportuno criar uma agenda setorial, estabelecendo normas e procedimentos mais adaptados ao meio ambiente, para conciliar as limitações energéticas e arquitetônicas às condições geográficas e climáticas de cada região.

Caso contrário, os grupos de pressão atuais continuarão influenciando as ações dos governos que se sucedem em projetos pseudo-sociais, que não avaliam corretamente o patrimônio biotecnológico nacional, ocultando os custos socioambientais envolvidos.

O desenvolvimento sustentável da construção em madeira.

As florestas são naturalmente renováveis. Entretanto, para ser durável é necessário explorar esse recurso de forma racional, observando rigorosamente os limites de desmatamento. Hoje, existe conhecimento científico suficiente para orientar o processo de exploração madeireira, em qualquer região do planeta.

A França, por exemplo, explora apenas 25% de suas reservas florestais, ou seja, um valor bem abaixo da renovação biológica natural. Além do mais, replanta sistematicamente as espécies abatidas e amplia as áreas reflorestadas.

A sociedade, através de seus representantes legítimos, deve exigir controles eficazes sobre a preservação dos recursos florestais, e selecionar os produtos certificados existentes no mercado.

Instituições certificadoras de madeiras e florestas.

CERFLOR
www.inmetro.gov.br/qualidade/cerflor.asp

FSC
www.fsc.org.br

Texto do Eng. Élcio Ielpo do blog (www.madeirambiente.com.br)

A madeira e a energia incorporada

A noção de Energia Incorporada remonta aos anos 70. Na Construção, ela permite claramente comparar o consumo de energia para a produção de diferentes materiais, desde a Matéria-Prima bruta, até a reciclagem final ou descarte. Com isso podemos optar pelo uso de materiais de menor impacto ambiental, como a Madeira.

Definição

Energia Incorporada (Énergie Grise) – De acordo com Erik Niemann (MGC/DRAST) “A soma de toda a Energia necessária para assegurar a elaboração de um material, desde a extração da matéria bruta, o tratamento, a transformação, a fabricação do produto final, bem como o transporte necessário em todo o processo, até sua colocação no canteiro de obra. Incluídos os gastos energéticos, de materiais e de manufatura que contribuem para sua conclusão”
Fonte: “L’energie grise dans la filière bâtiment et travaux publics de Erik Niemann”

Energia incorporada (Emergia) – De acordo com Enrique Ortega (FEA/UNICAMP): “Emergia é o valor biosférico dos recursos da Terra”. Então o balanço de emergia étega: “A contabilidade ambiental, econômica e social dos sistemas, considerando a energia contida nas diferentes contribuições que o sistema recebe”. É uma ferramenta usada para calcular a eficiência do sistema através da Transformidade. Utilizando princípios da termodinâmica.
Fonte: www.unicamp.br/fea/ortega

Como avaliar a Emergia de um material

O cálculo global leva em conta cada fase de produção e transformação do material, também chamada de Análise do Ciclo de Vida:

  • A produção ou extração
  • A estocagem
  • O transporte
  • A embalagem
  • Os resíduos originados
  • A destinação dos materiais não recicláveis

Podemos assim avaliar o consumo de Energia em kWh/t (quilowatt-hora / tonelada) de um material, ao longo de todo seu ciclo de vida. Constatamos, por exemplo, na tabela abaixo, que a quantidade de energia incorporada (Emergia) do Alumínio é próximo de 50 vezes superior à da Madeira.

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Podemos, portanto, concluir que a energia consumida ao curso do ciclo de vida de um material depende da complexidade de elaboração do produto final.

Uma noção fundamental no segmento da Construção: A produção industrial de materiais gera emissões de CO2. Considera-se que essas emissões estão na ordem de 350kg de CO2 por 1000 kWh de energia incorporada.

De acordo com esses dados e a Emergia dos materiais, indicadas na tabela anterior, podemos calcular a geração de CO2 ao longo dos ciclos de vida:

  • De uma tonelada de Alumínio de primeira fusão: 11,8 toneladas de dióxido de carbono.
  • De uma tonelada de Madeira serrada: 250 quilos de dióxido de carbono.

« Uma reflexão sobre a escolha dos materiais utilizados nas construções revela-se, portanto, incontornável, afim de reduzir a quantidade de energia necessária para uma mesma finalidade »

Vantagens da Madeira na preservação do Meio ambiente

A Madeira de exploração sustentável apresenta um balanço de carbono neutro, significa que o CO2 lançado na atmosfera, por sua transformação e reciclagem, é totalmente reabsorvido pela floresta. Podemos afirmar que trata-se de um material de baixa retenção energética na sua produção (Emergia), e que devemos, portanto, considerá-lo também como uma solução eficaz na luta contra o Efeito Estufa.

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Retenção energética de diferentes materiais

Consumo de Energia em quilowatt (kW) para produzir um metro cúbico (m3)

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Os números apresentados acima podem guardar variações entre as diversas fontes de observação dos dados, porque dependem de numerosos fatores. A influência dos grupos de pressão (empresas e associações de classe), assim como, as políticas governamentais, devem ser ponderados na análise crítica desses valores.

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A retenção energética da Madeira serrada é mínima comparada aos outros materiais: 700 kWh por tonelada.
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A utilização do Alumínio em grande quantidade é nefasta para o Meio ambiente. Sua retenção energética é de 33.700 kWh por tonelada.
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O PVC também apresenta uma retenção energética muito alta, de 18.750 kWh por tonelada.

Texto do Eng. Élcio Ielpo do blog (www.madeirambiente.com.br)