sexta-feira, 27 de junho de 2008

A madeira na arquitetura

O habitat em madeira é econômico

Bem colocada, a madeira representa economias duradouras.

Economias na construção

a) As vantagens do filão seco :

O filão seco – construir com madeira e/ou com aço – é bem mais rápido que o filão úmido (o concreto necessita de água). O tempo de existência de um canteiro sendo diminuído faz com que os encargos financeiros dos financiamentos sejam mais baixos.

A estrutura portante em madeira representa por outro lado menos de 20% dos custos de construção. E com o peso de uma estrutura feita em alvenaria, em terrenos pouco portantes, os trabalhos de fundação ficam mais em conta.

b) Os benefícios que se consegue com uma boa coordenação de um canteiro :

Na França, com a condição de coordenação efetiva dos diferentes órgãos do Governo, as obras de acabamento não são mais onerosas com estrutura em madeira. Ao contrário, as perfurações são facilitadas.

E se for decidido um partido arquitetônico excepcional aliado á escolha de materiais e de equipamentos interiores de alto nível, pode se chegar a um orçamento de construção elevado, e neste aspecto o custo financeiro é o mesmo para qualquer tipo de construção. Mas, muito frequentemente, é o arquiteto/engenheiro que possibilita aos clientes reduzirem os custos. Devido a sua atividade – explorar todos os recursos criativos dentro de um determinado orçamento – ele traz soluções inéditas e funcionais no momento da criação. Em seguida, assegurando o acompanhamento do canteiro em conjunto com o construtor especializado em madeira, evita as dificuldades entre os órgãos do Governo das atividades secundárias, fonte notória de superação dos valores orçados.

Economias no uso

a) A madeira é o material de qualidades térmicas.

A casa em madeira, sendo naturalmente mais isolada do que uma feita em alvenaria, permite uma economia de 20% no aquecimento, até muito mais. Num período de financiamento de 15 a 20 anos, a soma economizada alcança milhares de euros. E como os desempenhos da estrutura de madeira se inserem naturalmente nas normas fixadas pela Regulamentação Térmica 2000 (RT 2000) – e melhor ainda – estão em conformidade com as novas regulamentações não redundam em nenhuma despesa suplementar.

b) A madeira limita as despesas de manutenção.

Os tratamentos protetores são feitos antes da construção e conforme as normas em vigor: inseticidas e fungicidas são aplicados uma vez só. Quanto à resistência à umidade, está fundamentalmente ligada à concepção arquitetônica, respeitando técnicas de construção em madeira: revestimentos colocados numa estrutura independente que assegura a ventilação, e à escolha das espécies de árvores.

Geralmente, as despesas de manutenção se limitam à renovação das pinturas ou veladuras externas.

Como a pedra, a madeira dura muito tempo

A madeira se insere na historia da arquitetura.

Numerosas construções comprovam, através dos séculos, a perenidade da madeira.

Igrejas finlandesas e russas particularmente, expostas às intempéries, templos japoneses construídos há vários séculos numa terra de abalos sísmicos, casas que datam da Antiguidade... Um grande número de edifícios históricos prova que a madeira resiste admiravelmente ao tempo.

Podemos observar também que a catedral de Notre Dame de Paris foi construída sobre pilotis, que datam da Idade Média, que as estruturas em madeira dos túmulos egípcios com mais de 3.500 anos ainda estão intactos... E que as casas com madeiramento aparente passam de geração em geração.

Quanto á arquitetura contemporânea mostrou a diversidade de perspectivas oferecidas por ocasião das últimas exposições universais: em Sevilha em 1992, em Lisboa em 96, em Hannover em 2000, onde a maioria dos pavilhões era em madeira. No final do século XIX exaltava-se a arquitetura metálica, enquanto que o terceiro milênio se volta para a arquitetura em madeira.

A estética de uma casa em madeira representa um forte valor agregado.

A qualidade de arquitetura representa a boa singularidade. Ora, por sua flexibilidade estrutural, a madeira permite aos arquitetos criarem casas excepcionais.

Muitas delas são modelos únicos, o que lhes confere uma cotação elevada. Elas concretizam os sonhos dos compradores que as visitam: morar na madeira é também optar por uma arte de viver singular e pessoal.

A madeira é um patrimônio sólido

A casa em madeira é uma bela herança. As casas individuais de estrutura em madeira são concebidas para durar, para atravessar os séculos. Sendo assim, as estimativas de valor, feitas pelos seus negociantes, não sofrem reduções. É o mau estado que causa a perda de valor de um bem imóvel, qualquer que seja o material utilizado.

Quando se trata de uma herança, a avaliação de uma casa em madeira se faz com base nas transações recentes do mercado local. E como os trabalhos de manutenção comum não custam mais do que os de uma casa de alvenaria, as gerações futuras não herdam um fardo.

A revenda é facilitada.

Regra geral, hoje em dia, o valor de uma casa depende, sobretudo de suas condições e do local em que está situada (proximidade de escolas, de meios de transporte etc.)

Sua técnica de construção tem pequena influencia sobre o preço de revenda. Mas as casas em madeira escapam bastante desta regra: oferecem tantos benefícios em termos de estéticas e de qualidade de vida, que antigas ou contemporâneas, são bem avaliadas.

Outra vantagem especial das casas em madeira: o comprador pode facilmente alterar sua arquitetura, retirar uma divisória, substituir uma escada, abrir um espaço envidraçado, mudar de revestimento de proteção, ampliar...

Excepcional, a madeira resiste a tudo.

Uma casa em madeira, segurança total.

Resiste ao fogo... e muito mais do que outros materiais.

Contrariamente á idéia difundida...

A madeira oferece uma excelente resistência ao fogo. Há três razões para isto: sua má condutividade térmica, seu teor de água e a crosta carbonizada que se forma, criando rapidamente uma camada isolante que freia a combustão até impedi-la. Além disso, num incêndio, uma estrutura de madeira perde menos rapidamente sua capacidade portante que uma estrutura de aço ou de concreto armado. A madeira transmite 10 vezes menos rapidamente o calor que o concreto e 250 vezes menos que o aço. O que há de bom também é que a madeira não libera gases nocivos quando queima.

Os bombeiros e os responsáveis pelo seguro sabem que a madeira é segura.

Na Suíça, o corpo de bombeiros autoriza o uso de madeira nas portas corta-fogo! Quanto às companhias de seguro, jamais registraram aumento dos índices de sinistros por incêndio no caso de casas individuais em madeira. As estatísticas sendo pois favoráveis fazem com que não haja nenhuma exigência quanto a um premio suplementar de seguro.

Uma casa em madeira com achas na chaminé...

Instalar uma chaminé numa lareira aberta numa casa em madeira não é uma heresia!

Basta que a posição do local do fogo esteja de acordo com as normas de segurança e que a instalação seja feita por um profissional. Em toda chaminé de uma lareira aberta, o conduto e a lareira ficam perfeitamente isolados da madeira, da estrutura e das peças de marcenaria. O piso sobre o qual é colocada a chaminé (ou a estufa), assim como a parede onde se encosta, são incombustíveis. Finalmente, o aparelho em si, quer seja em lareira aberta ou fechada, é constituído de materiais resistentes ao fogo e que atendem as regras de segurança: normas que se impõem a todos os tipos de construção.

A madeira bem protegida resiste perfeitamente aos ataques biológicos

Uma casa em madeira bem concebida não sofre os ataques dos insetos xilófagos.

Quando todas as regras adequadas são respeitadas – a escolha das madeiras, tratamentos certificados pelos que produzem a resina, adoção de cuidados de qualidade etc. a estrutura em madeira de uma casa individual é perfeita e definitivamente protegida contra os insetos com larvas xilófagas.

Quanto às térmitas, xilófagos que fogem da luz, deslocam-se exclusivamente nos subsolos e precisam de muita umidade, ameaçam somente a madeira exposta à umidade em contato com a terra. Nas regiões onde causam estragos, faz-se a proteção através de um tratamento do solo sob a casa antes de sua construção. E para as fundações, utiliza-se madeira cujas espécies de arvores são naturalmente resistentes ou madeiras, tratadas quimicamente e em profundidade (em autoclave, sob vapor e sob pressão). Sempre tomar cuidados com a limpeza do terreno, retirar os troncos velhos, queimar em cada inverno os galhos caídos, estocar a madeira para aquecimento sobre o concreto e durante um ano no máximo.

No que se refere aos cogumelos, desenvolvem-se numa área de madeira mantida a mais de 20% de umidade e a uma temperatura que oscila entre 20 e 30º.

Uma má aeração, a ausência de luz, um meio alcalino e uma umidade permanente são fatores agravantes. Os bons construtores dispensam, pois bastante atenção às técnicas que favorecem o escoamento rápido da água.

Uma empresa especializada oferece uma garantia segura.

Não se pode descobrir uma madeira tratada, pois a maior parte dos inseticidas não tem cheiro, sabor e cor. A entrega de um certificado de tratamento é a melhor das garantias. A marca de qualidade CTB B+, colocada nas madeiras certificadas pelo Centre Technique du Bois et de I’Ameublement (CTBA), traz também esta garantia.

Uma outra via, usar espécies de árvores particulares

Espécies de árvores naturalmente resistentes.

Nenhuma necessidade de tratamento para o carvalho, o castanheiro, o western red cedar, o douglas que resiste por natureza aos insetos com larvas xilófagas e, limpas de sua entrecasca, aos cogumelos.

Nenhuma espécie de árvore tropical é atacada pelo inseto capricórnio da casa.

Além do mais, o dossiê, a teca, o moabi, o movingui, o ipê são inteiramente refratários aos cogumelos. No que diz respeito ao interior do habitat, as madeiras para marcenaria de pequena espessura (lambris, parquets) não precisam de nenhum tratamento. Quanto aos painéis formados de madeiras derivadas, sua pequena espessura e as colas utilizadas impedem o desenvolvimento de qualquer inseto.

Eng. Alan Dias
Baseado em textos do Comitê Nacional para o Desenvolvimento da Madeira
www.bois-construction.org

Um comentário:

nm.fm disse...

Lisboa, 1998...